SIDDHARTA GAUTAMA

Monge Gensho

Por SOBRE BUDISMO 13/05/2020 - 21:48 hs


A Índia era um país particularmente rico, e ainda é, nas mais diferentes crenças e formas de prática religiosa. Eles tinham ascetas, a antiga religião dos vedas, e, como se diz, tinham 300 milhões de deuses.
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Havia também as mais diferentes formas de filósofos, com ideias das mais diversas, inclusive um caleidoscópio de posições conflitantes, e a Índia foi particularmente tolerante quanto a isso. Todas as religiões que surgiam tinham suas particularidades, e todo mundo aceitava.
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Buda era provavelmente um rapaz muito inteligente, pois ele teve o privilégio de ter uma educação esmerada para o seu tempo – era príncipe. Ele era da classe xátria, os governantes. O pai dele era rico, posto que rei de um pequeno principado, e pôde dar a Siddharta Gautama Shakyamuni (da tribo dos Shakya), boa educação, tanto filosoficamente como nas artes da guerra, pois era da classe dos guerreiros. Então Buda teve treinamento na espada, no arco e flecha, e existem várias histórias em torno das suas habilidades. Provavelmente parte dessas histórias são míticas, pois a medida que o tempo passa, mitifica-se um personagem.
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Agora, Shakyamuni era naturalmente cético. Percebemos isso em seus raciocínios: ele não aceitou nada gratuitamente. Ele chega ao radicalismo de dizer que ninguém deve aceitar as coisas só porque alguém disse. No fundo, vocês não são obrigados a aceitar nada que o Sensei [Professor] disse, não existe nenhum dogma. A estrutura do budismo é experiencial, você tem que ir lá e experimentar.
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A função do Professor no Zen é dizer: “Zazen é assim, faça assim que você também vai ter uma experiência”. Se você a tiver, não precisa mais acreditar, pois tem sua própria experiência, e, portanto, seu saber próprio. Sabedoria substitui qualquer crença. No fundo, a palavra fé no budismo refere-se mais a confiança no ensinamento do que fé propriamente dita.
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